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INTRODUÇÃO: O tabagismo durante a gestação é um fator de risco para complicações maternas e fetais. Entre os mecanismos, destaca-se o estresse oxidativo, caracterizado pelo desequilíbrio entre a produção de espécies reativas de oxigênio e a capacidade antioxidante do organismo. Em mulheres e animais/ratas grávidas, esse processo está associado a alterações na placenta, restrição de crescimento intrauterino e partos prematuros. OBJETIVO: Revisar a literatura sobre o estresse oxidativo em mulheres grávidas fumantes e em modelos animais expostos à nicotina ou fumaça do cigarro, com ênfase nos marcadores oxidativos e nos mecanismos de defesa antioxidante envolvidos no risco materno-fetal. METODOLOGIA: Neste estudo foi realizada uma revisão bibliográfica para elencar os principais elementos que causam o estresse oxidativo. Foram utilizadas as palavras-chave “oxidative stress”, “nicotine exposure”, “pregnancy”, “cigarette smoking”, “water pipe tobacco”, “e-cigarette”, “mice”, “neonatal”, “prenatal exposure”, “breastfeeding”, “placenta” e “supplementation” interrelacionados com o inter-booleano “AND” e “OR”. Foram realizadas buscas na base de dados Pubmed, entre os anos de 2014 e 2025, disponíveis em inglês. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A revisão integrativa permitiu selecionar 52 artigos publicados entre 2014 e 2025, envolvendo humanos e modelos animais, considerando os efeitos do tabagismo gestacional e a exposição à nicotina sob diferentes formas, tais quais cigarro convencional, eletrônico e narguilé, sobre o estresse oxidativo e suas implicações materno-fetais. Evidencia-se o desequilíbrio de espécies reativas de oxigênio e o sistema antioxidante. Tal contexto é caracterizado pelo aumento de radicais livres, redução de antioxidantes, como SOD, GPx, CAT e GSH, além da elevação de biomarcadores como 8-OHdG e NF-kappa b, indicando peroxidação lipídica e consequentemente, danos ao DNA. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A exposição materna ao tabagismo, sendo cigarros tradicionais eletrônicos e narguilé, causam estresse oxidativo em gestantes e descendentes, elevando EROs e reduzindo antioxidantes, comprometendo o desenvolvimento fetal e aumentando riscos metabólicos. Intervenções antioxidantes mostram potencial, mas mais pesquisas em humanos são necessárias para prevenção e redução dos impactos materno-fetais.
Autor(es): LUÍSA ROSA ABRAHÃO E DHÉBORA MOZENA DALL’IGNA,
Curador: Profa. Rosiléia Marinho de Quadros
Tipo: TCC
Origem: Biomedicina
Data: 2/4/2026
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