ANEMIA HEMOLÍTICA:

DO DIAGNÓSTICO A ABORDAGEM DA CRIANÇA/ADOLESCENTE


A anemia é uma condição patológica prevalente na infância, estima-se que a prevalência de anemia em crianças brasileiras atinge níveis superiores a 40,0%, tratando-se, portanto, de um problema de grave de significância populacional. É definida como uma enfermidade em que o paciente apresenta um quadro de hipóxia tissular consequente de uma redução da capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue. Essa redução é decorrente de reduzida concentração de hemoglobina e/ou do número de eritrócitos, sendo causada por um ou mais dos seguintes fatores: reduzida produção de eritrócitos; elevada destruição dos eritrócitos; hemorragias e outras formas de perdas sanguíneas. Destacam-se as anemias causadas pelo processo de hemólise, cuja base fisiopatológica envolve a destruição precoce dos glóbulos vermelhos, então a medula óssea aumenta a produção de eritrócitos e, como consequência, a contagem de reticulócitos no sangue periférico excede 2%. O quadro de anemia se estabelece quando a produção da medula óssea não consegue mais compensar a diminuição da sobrevida dos eritrócitos; essa doença é chamada então de anemia hemolítica. Cabe ao pediatra suspeitar do diagnóstico de anemia hemolítica a partir não só de uma história familiar positiva como também em decorrência dos sinais e sintomas, para facilitar o encaminhamento subsequente e manejo adequado da criança/adolescente a fim de evitar complicações crônicas como doenças cardíacas, doenças pulmonares ou doenças cerebrovasculares, além de reduzir o impacto na qualidade de vida da criança bem como o número de internações e necessidade de afastamento da escola.

Autor(es): ALINE CAMPANI RODRIGUES , DIEGO GONÇALVES MASTELLA,

Curador: Coordenação Medicina

Tipo: TCC

Origem: Medicina

Data: 8/5/2023

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